ESTÁGIO

Nos cursos de formação de professores, a concepção dominante, segmenta o curso em dois pólos isolados entre si: um caracteriza o trabalho na sala de aula e o outro, caracteriza as atividades de estágio. O primeiro pólo supervaloriza os conhecimentos teórico-acadêmicos, desprezando as práticas como importantes fontes de conteúdos da formação. Existe uma visão aplicacionista das teorias. O segundo pólo supervaloriza o fazer pedagógico, desprezando a dimensão teórica dos conhecimentos como instrumento de seleção e análise contextual das práticas. Neste caso, há uma visão ativista da prática. Assim, são ministrados cursos de teorias prescritivas e analíticas, deixando para os estágios o momento de colocar esses conhecimentos em prática.

Uma concepção de prática mais como componente curricular implica vê-la como uma dimensão do conhecimento que tanto está presente nos momentos em que se trabalha na reflexão sobre a atividade profissional, como durante o estágio, nos momentos em que se exercita a atividade profissional.

O planejamento e a execução das práticas no estágio devem estar apoiados nas reflexões desenvolvidas nas disciplinas curriculares. A avaliação de estágio, por outro lado, constitui momento privilegiado para uma visão crítica da teoria e da estrutura curricular do curso. Trata-se, assim, de tarefa para toda a equipe docente e não, apenas, para o “supervisor de estágio”.

Outro problema refere-se à organização do tempo dos estágios, geralmente curtos e pontuais: é muito diferente observar um dia de aula numa classe uma vez por semana, por exemplo, e poder acompanhar a rotina do trabalho pedagógico durante um período contínuo em que se pode ver o desenvolvimento das propostas, a dinâmica do grupo e da própria escola e outros aspectos não observáveis em estágios pontuais. Além disso, é completamente inadequado que a ida dos alunos às escolas aconteça somente na etapa final de sua formação, pois isso não possibilita que haja tempo suficiente para abordar as diferentes dimensões do trabalho de professor, nem permite um processo progressivo de aprendizado.

A idéia a ser superada, enfim, é a de que o estágio é o espaço reservado à prática, enquanto, na sala de aula se dá conta da teoria. O Estágio Curricular Supervisionado tem um campo bem específico que é o campo da escola propriamente dita. Compreendido como um momento privilegiado de compreensão do processo de trabalho na escola, e de dinamismo próprio desta instituição, o Estágio Curricular Supervisionado no Curso de licenciatura em Educação Física visa oferecer ao futuro professor, no ambiente das escolas de diferentes níveis de ensino, a oportunidade de conhecer e analisar experiências e avaliar, tanto as atividades próprias da área de Educação Física, quanto as diversas faces interdependentes que influem nas situações de ensino/aprendizagem escolar.

O estágio irá ocorrer a partir do planejamento, a saber: 6o período: Educação Infantil e séries iniciais do ensino Fundamental (135h); 7o período: séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio (135h);  8º período: é facultado ao aluno  escolher o segmento de ensino no qual deseja estagiar, sendo preferencialmente em instituição pública de ensino e na região onde a Universidade está inserida, respeitando as normas específicas do estágio curricular supervisionado .espeicias(135h). As atividades do Estágio são elementos fundamentais para a consolidação das competências e habilidades que se exigem para o desempenho efetivo da profissão, realizadas sob a supervisão de um profissional experiente e por professores do curso orientados por um plano próprio. Enfim, o Estágio Curricular Supervisionado é o momento da realização de um processo de intervenção-acadêmico-profissional em situações de trabalho e aplicabilidade do conhecimento integrado à dimensão teórico-conceitual.